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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Camada de ozono acima da Antártida recupera e trava alterações na região

Mäyjo, 28.03.20

Resultados publicados na "Nature" mostram a reversão de algumas mudanças preocupantes nas correntes de ar no hemisfério sul.

Uma investigação publicada na revista científica “Nature” conclui que o Protocolo de Montreal, acordo assinado em 1987 para parar de produzir substâncias destruidoras da camada de ozono, está a ter resultados positivos e que já é possível ver reversões, de algumas mudanças preocupantes, nas correntes de ar no hemisfério sul.

Na região dos polos da Terra, a uma altitude elevada, existem correntes de ar rápidas, chamadas correntes de jato. O que estava a acontecer antes do protocolo era que o buraco na camada de ozono gerava essas correntes mais a sul do que o habitual, provocando alterações  no padrão da precipitação e nas correntes oceânicas.

10 anos depois da assinatura do Protocolo de Montreal, a mudança parou subitamente. A investigação agora publicada mostra que a pausa não se deveu apenas a alterações naturais dos ventos, mas sim ao impacto causado pela redução da camada de ozono.

Espera-se agora que a chuva que foi afastada, pela corrente, para longe das áreas costeiras da Austrália possa regressar, por exemplo.

“As correntes que trazem o ar frio na direção do polo Sul têm vindo a reduzir e é por isso que o sul da Austrália sentiu uma queda enorme na pluviosidade nos últimos 30 anos”, referiu Ian Rae, químico orgânico da Universidade de Melbourne, citado pela “Visão”. “Se a camada de ozono está a recuperar e a circulação de ar a voltar mais para norte, são boas notícias em duas frentes.” 

Já no ano passado, o buraco na camada de ozono na Antártida atingira o seu menor pico desde 1982, mas ainda há muito caminho a fazer. Afinal, nos últimos anos, houve um aumento de produtos químicos, que destroem essa mesma camada de ozono. 

0dfdf863e9deacffff759819a2f45f50-754x394.jpgBoas notícias para o hemisfério sul.

 

 

Fonte: NiT

BURACO DO OZONO NA REGIÃO DA ANTÁRCTIDA TEM O TAMANHO DA AMÉRICA DO NORTE

Mäyjo, 18.09.15

Buraco do ozono na região da Antárctida tem o tamanho da América do Norte

A implementação do Protocolo de Montreal, em 1989, permitiu travar o avanço do buraco do ozono e à medida que a rarefacção da camada foi estabilizando, o problema deixou de ser noticiado. Contudo, não quer dizer que o problema tenha desaparecido.

As observações mais recentes da NASA feitas ao buraco do zono sobre a região da Antárctida – a zona mais afectada do planeta – revelam que o buraco atinge actualmente cerca de 24,1 milhões de quilómetros quadrados. Colocando a área em perspectiva, é o equivalente a todo o território da América do Norte.

Este tamanho é ligeiramente menor que a maior proporção que o buraco alguma vez atingiu, que foi registada a 9 de Setembro de 2009, quando a falha atingia os 29,9 milhões de quilómetros quadrados. As observações mais recentes da NASA foram efectuadas a 11 e Setembro deste ano.

“Ano a ano, a variabilidade do tempo influência significativamente o ozono na Antárctida porque as temperaturas estratosféricas mais quentes conseguem reduzir a depleção do ozono”, explica Paul Newman, cientista responsável pelas atmosferas o Goddard Space Flight Center da NASA, cita o Tree Hugger. “A área do buraco do ozono é menor do que a que observámos no final dos anos 1990 e início de 2000 e sabemos que os níveis de cloro estão a diminuir. Contudo, ainda não temos certezas se um aumento da temperatura estratosférica na Antárctida a longo-prazo possa estar a reduzir a depleção do ozono”

Foto: NASA